Cobie Smulders falou com o New York City Monthly sobre seus três anos em Nova Iorque andando de metrô, andando de bicicleta pela cidade e aproveitando tudo o que tem para oferecer. Ela refletiu sobre o significado de sua estreia na Broadway e compartilhou o porque Present Laughter vai manter multidões dando risada.

A estrela canadense, mais conhecida pelo seu papel como Robin Scherbatsky em “How I Met Your Mother” e Maria Hill na franquia de “Os Vingadores”, fez sua estreia na Broadway em Abril ao lado de Kevin Kline no “revival” de “Present Laughter”. A comédia é sobre um ator que tem que lidar com as crises da meia idade, a peça se passa durante o final dos anos 30 e começo dos anos 40, durante a Segunda Guerra Mundial, foi escrita por Noel Coward, e é dirigida pelo nominado ao Tony Awards, Moritz von Stuelpnagel e estará passando até dia 2 de Julho no teatro St. James.

Você construiu sua carreira na TV e no cinema, de How I Met Your Mother, para Os Vingadores e muitos outras séries e filmes. Como a oportunidade de estrelar em Present Laughter na Broadway surgiu para você?

Bem, eu venho caçando. Eu estive esperando fazer teatro desde que sai do útero, sério. Eu comecei teatro no ensino médio e depois do ensino médio fiz em Vancouver onde tem caixas de teatro pretas com assentos e coisas dobráveis. E eu me mudei para Los Angeles e sempre fui contratada para filmes e TV. Especialmente quando eu me mudei para Nova Iorque três anos atrás, entrar no teatro era o meu primeiro objetivo.

Eu sou sortuda em fazer uma peça de Noel Coward. É um maravilhoso cast liderado por Kevin Kline. É meio que insano então eu tento não pensar muito sobre isso porque é irresistível. Apenas egoisticamente, ter a experiência de um público ao vivo e tentar manter fresco quando você já fez 80 vezes é um grande desafio para mim. E também eu queria me tornar uma Atriz melhor e ter a experiência de interpretar um personagem por tanto tempo. Para aprofundar em um projeto e ter muito tempo em um mês ensaiando. Quando você está fazendo cinema ou tv você não tem nenhuma oportunidade de ensaiar; você se prepara sozinha e você não tem uma oportunidade de trabalhar com o elenco ou o diretor. Especialmente com o fato de ser uma peça de Noel Coward, com sotaques, tem que dar tempo para ferver e fazer um ótimo show.

Você mora em Nova Iorque é claro com o seu marido Taran Killam. O que você mais curte em ser uma moradora de Nova Iorque, tanto como atriz ou como uma moradora como qualquer outro?

Bom quero dizer, o que é ótimo sobre minha situação é que eu me mudei para cá e eu sempre soube que eu iria morar aqui por três anos. E esse é um presente, porque você sabe que há um prazo de validade, então você realmente aproveita isso.

Eu ando de bicicleta pela cidade, eu ando em todo lugar. Eu vejo muitos shows e música ao vivo o quanto eu puder. Eu tive algumas das mais deliciosas comidas. Eu conheci os maiores grupos de pessoas elétricas, e para mim tem sido a coisa mais animadora. É uma cultura tão diversa, você tem uma escala socio econômica inteira e você é jogada nesta maldita loucura do metrô. E estar constantemente conhecendo pessoas é realmente emocionante. Eu conheci algumas das pessoas mais interessantes nesta cidade, e eu realmente aproveitei meu tempo aqui; Tem sido a cereja em cima do sundae na Broadway.

Você tem a chance de trabalhar com um dos melhores atores, Kevin Kline, tanto um homem que é líder quanto um ator que interpreta personagens célebres uma ou outra vez. Como tem sido a experiência para você de trabalhar com Kevin e outros atores talentosos do elenco?

Sou muito fã do Kevin. Eu era muito fã dele – In & Out, A Fish Called Wanda – ele é muito divertido. É muito divertido assistir ele, sinto que com alguns atores – e são muito poucos – você não sabe o que essa pessoa vai fazer em seguinte. Isso te prende. Verdadeiramente acho que ele é um dos melhores atores do nosso tempo. Ele é um sábio idiota. Isso soa negativo; mas é o elogio mais positivo que se tem, ele é um excelente pintor, pianista, é um ator excepcional e é um bom escritor. Ele tem uma força criativa, e a possibilidade de estar no palco com ele todos os dias e não saber como as cenas vão terminar toda noite é muito divertido. E nós temos Kate Burton na peça também, ela tem feito isso desde que era uma criança, e ela é uma pedra, ela é uma excepcional mulher de poder. E Kristine Nielsen é incrível também, ela é muito engraçada. Muitas vezes as comédias são mais difíceis de fazer do que os dramas, mas essa, quando você está fazendo uma peça de Noel Coward, você pode cair em uma armadilha e ser uma farsa; pode parecer que não é real. Vivemos em um mundo que é muito baseado na própria realidade, não acho que as pessoas estariam interessadas em ver esse tipo de performance. Era o final dos anos 30 mas ainda é real e fundamentado, é sobre encontrar esse equilíbrio, encontrar esses momentos reais, e o nosso elenco é simplesmente excepcional todas as noites.

Sua estreia Off-Broadway foi em 2010 em “Love, Loss, and What I Wore”. “Present Laughter” foi sua estreia na Broadway. Você ficou de olho na Broadway por um tempo?

Não tinha feito nada nos palcos desde essa época. Foi uma espécie de corrida; teve duração só de um mês. Mas foi maravilhoso, foi uma coisa totalmente diferente. Quando eu não estava morando aqui, foi um compromisso de 6-8 meses. Estou bem feliz por ter tido a oportunidade de morar nessa cidade. No intervalo de “How I Met Your Mother”. Como “Love, Loss, and What I Wore” foi durante meu hiatus na TV, funcionou perfeitamente. Fiz várias audições para o teatro aqui, e não deu certo, ou eu não estava disponível ou eles não me queriam ou eles pensavam que eu não era boa o bastante. Não deu certo até que essa coisa que aconteceu, e é maravilhoso porque é o meu projeto dos sonhos.

“Present Laughter” foi aos palcos em 1942 e foi estrelado por grandes talentos, como Albert Finney, Peter O’Toole, Ian McKellen, entre outros. Por que essa peça, que é um revival sobre um ator que é obcecado por si mesmo, é uma boa escolha para assistir agora?

É engraçado porque Noel Coward escreveu a peça logo depois de uma guerra. Era uma oportunidade de ir ao teatro, sentar, rir e se divertir. Acredito que essa é a hora de sair, de estar com outras pessoas e de ser entretida por duas horas e meia. Acho extremamente encantador; é uma retomada ao tempo em que os personagens eram mais amplos e arqueados, é simplesmente uma versão perfeita de como os anos 40 eram. É uma ótima chance para esquecer os problemas e ter boas risadas.

Tradução: Nathali e Flávia. | Fonte

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