Cobie Smulders em como o câncer coloca as coisas em perspectiva, e porque agora ela está compartilhando sua história.

Atriz Canadense Cobie Smulders é mais conhecida pela seu grande papel de sucesso na série de televisão, How I Met Your Mother, mas recentemente, teve atenção no que ela escreveu para o Lenny Letter, onde ela compartilhou sua experiência em ser diagnosticada com câncer no ovário durante seus 25 anos, enquanto estava filmando a terceira temporada da série. A carta é honesta, emocionante, e já tocou a vida de muitas mulheres jovens inspiradas em compartilhar suas próprias histórias. Nós conversamos com Cobie sobre sua jornada de volta a saúde, a importância de escutar seu corpo, e os projetos que ela está ansiosa para prosseguir a se envolver como uma atriz e mãe.

Você cresceu no Canada sonhando em estudar biologia marinha. O que mudou sua cabeça?

A resposta superficial para responder é que eu queria sair com um grupo legal de atores e ser legal comigo mesma. Eu conheci um grupo de amigos em Vancouver, e eu queria realmente ser amiga deles, então eu atrasei um ano na universidade para basicamente sair e jogar. Eu só fiz teatro até esse ponto, e nunca me ocorreu em perseguir na atuação como carreira. Eu sempre achei isso satisfatório, e uma maravilhosa experiência, mas nunca me imaginei sendo contradada, e sendo paga, em fazer isso para viver.

E em que ponto você decidiu fazer a atuação sua carreira?

Desde quando eu era uma criança eu fingia ser outra pessoa. Maioria das vezes na minha cabeça. Eu criaria backstories elaborados para os estranhos que eu vi na rua. Eu sempre conheci pessoas que são incrivelmente interessantes. Mas não era isso até eu descobri como era a vida no set, e o quando eu amei estar sendo parte disso, foi que decidi fazer disso a minha carreira. Você conhece pessoas mais interessantes de todas as caminhas da vida, e você gasta essa intensa quantidade de tempo juntos, onde você verifica suas famílias e o mundo. Há um vínculo que acontece entre as pessoas e é maravilhoso. E também, a comida é de graça.

Nós diga seu primeiro trabalho.

Meu primeiro trabalho foi como uma convidada a fazer um papel nesse show bizarro. Era uma drama de investigação, mas os oficiais estavam perseguindo seres mágicos como leprechauns e genes. Eu contratada para ser namorada do ator principal e eu nunca tinha estado um um set de televisão antes e não tinha ideia de como me comportar ou quais coisas tinham quer serem feitas. Eu tive que aprender rápido. O show foi cancelado no meio do nosso episódio então as coisas no set ficaram tensas.

Durante a terceira temporada de How I Met Your Mother você foi diagnosticada com câncer no ovário. Você escreveu sobre isso para o Lenny letter depois de todos esses anos. O que fez você decidir compartilhar o que aconteceu, até esse ponto, uma batalha muito pessoal?

Quando você se diagnostica com essa doença, não tem como você saber o que vai acontecer com você. Você recebe uma multidão de resultados das experiências de outras pessoas, então você realmente não sabe como o câncer vai  te afetar. Nós todos somos diferentes. Eu estava passando por esse momento horrível na minha vida porque tinha tanta incerteza. Eu não queria me corroer com preocupações. Quando eu soube que tudo ficaria bem,  eu finalmente abri a possibilidade de ajudar outras, navegando em suas próprias jornadas, de usar eu mesma e minha experiência para educar outras. Eu conheci muitas mulheres as quais passaram por emergências na semelhantes na saúde, e eu sou tão grata por ter escrito o artigo no Lenny Letter, apesar de ter sido aterrorizante, porque eu acho que fez algumas pessoas se perguntarem “Bem, se isso aconteceu com ela, talvez isso pode acontecer comigo.” Eu realmente esperto trazer consciência sobre isso, porque abrir um diálogo nos permite a aprender um com os outros.

Um diagnóstico desse tipo é devastador a qualquer idade, mas você tinha apenas 25 anos quando você soube que tinha câncer. Quais foram suas preocupações imediatas e como você acha que elas podem ou não ser diferentes por causa da idade, no momento do diagnóstico?’

Bem, eu estava muito preocupada sobre minha fertilidade. essa foi a minha principal preocupação, eu sabia que eu queria filhos, mas eu não estava planejando em ter. Eu tive que encarar a pergunta de ser mãe e como descobrir se isso era algo que eu realmente queria, muito antes de eu estar pronta. Eu disse que eu não seria capaz de ter uma criança naturalmente então eu passei pelo processo de congelar embriões para usar quando eu me sentisse pronta. Isso foi uma experiênca surreal para mim, mas eu também estava aliviada que eu tinha a opção de ter filhos. Descobri que eu não precisava de ajuda médica, mas isso me proporcionou a paz de espírito tão necessária.

Em seu artigo para o Lenny Letter, você falou sobre não entender seu corpo durante um ano todo e estimulando as mulheres a passarem “tanto tempo com o bem-estar do nosso interior como fazemos com o nosso bem-estar lado de fora”

O que quero dizer é que as mulheres cuidam muito de como somos percebidas fisicamente. É quase como se todos nós tivéssemos um gene transmitido de geração em geração, estimulando a gente a “procurar o seu melhor”. Atualmente, o foco é nas mídias sociais e na versão manipulada de você mesmo, e o que você está colocando no mundo. Você pode ficar tão envolvido neste retrato de sis mesmo que você não está mais cuidando do seu corpo e ouvindo como está se sentindo”.

Você fala sobre sua estrada para a cura, e cita o que fez (fora as múltiplas cirurgias): dieta só de alimentos crus, meditação, yoga, acupuntura, restauração de energia, e outros vários. O quão importante foi essa exploração para você? Ajudou você a sentir certo controle sob a situação a qual estava acontecendo?

Sempre me sinto segura quando tenho o controle. Mas as vezes, a vida passa por você de um jeito completamente inesperado, e você se sente girando. Nesses momentos, acho que é muito importante focar nas coisas que a fazem se sentir bem. Aprender como o meu corpo funciona me fez sentir muito bem. Entender como o câncer poderia florescer pelo meu corpo. Tentei diversos modos de voltar a ser saudável. Alguns deles funcionaram, mas outros não. Porém, todos eles me ensinaram algo sobre meu corpo. Ao mesmo tempo, ainda terão coisas que sairão do seu controle, e é nesses momentos, que eu acredito que você deve seguir o fluxo. Restringir a ação dele ou tentar mudar o seu curso, pode lhe causar mais problemas.

Você mencionou também que era “incrivelmente sortuda por ter meios” que explorassem essas opções. O que você pensa sobre os constantes esforços que as mulheres fazem, como retirar de seus fundos para obter uma paternidade planejada, qual a sua reação instintiva?

Eu fui e sou extremamente afortunada. Quando penso sobre como outras mulheres neste país tem problemas com cobertura médica, me lembro do quão sou sortuda. Pra mim, pessoas que são forçaras a estarem numa situação a qual elas não podem ter ajuda médica é insano – especialmente quando elas lidam com o câncer, e é muito importante ter o melhor apoio. Detectar o mais cedo possível é a chave. Acho que esses tempos são aterrorizantes para as mulheres. Falo muito sobre o que significa “ser mulher” para minha filha e tento explicar como era para nós no passado: não era possível nós votarmos, ou ter o tipo de trabalho que queríamos, a pessoa a qual você casava definia sua identidade, e tínhamos que usar vestido todo o tempo! Pra ela isso parece louco, o que é muito inspirador. Atualmente, com essa loucura de política, parece que podemos avançar cada vez mais adiante.

Você está livre do câncer, saudável e é mãe. Tudo indica estar indo bem. Mas você ainda luta contra o desconhecido? Ou o teme?

Penso por mim, descobri que o tempo realmente cura todas as feridas. Sou grata por essa experiência agora. Me fez olhar para vida de uma forma diferente, e mudei minhas prioridades, dando atenção ao que era mais importante. Minha saúde, família, meus amigos e meu trabalho.

Esse ano você estrelou Present Laughter. Fazer performances na Broadway era seu sonho antigo. E como foi esse projeto?

Desde criança, sonhava em fazer uma peça na Broadway. Estive muito determinada do que queria, e me surpreendi com o tiro que acertei. Estar vulnerável ao público, e se apresentar para um grande número de pessoas, faz que você seja uma ótima atriz nas performances. Eu estava aterrorizada, mas quando me sinto confrontada a fazer algo assustador, me forço a realizá-lo. Estou sempre querendo ficar melhor no que faço, crescer e aprender. Sei que estar nos palcos seria um grande desafio para mim, mas ao mesmo tempo foi extremamente recompensador.

O que almejava quando abraçou esse projeto? A experiência foi tudo aquilo que sonhou? Qual foi a melhor e a pior parte?

Foi totalmente um sonho. O elenco não somente apoiava extremamente uns aos outros, mas também era super talentoso. A parte difícil foi não poder estar com minhas filhas pela noite.

O que planeja para os próximos anos? Teatro é algo que você gostaria de continuar?

Amaria fazer mais teatro. Durante esses próximos anos, almejo fixar minhas raízes de volta na Costa Leste e realizar projetos que não desafiem só a mim, mas que ajudem aos outros também. Estamos vendo agora mais produções que são feitas a partir do ponto de vista feminino, e espero poder fazer parte do movimento que irá inspirar a próxima geração de mulheres a usarem suas forças e conquistarem o que querem.

Clique nas miniaturas abaixo para ver o ensaio fotográfico:

CSBR008 150x150 - Cobie Smulders em entrevista e ensaio fotográfico para a Sbjct Journal CSBR010 150x150 - Cobie Smulders em entrevista e ensaio fotográfico para a Sbjct Journal CSBR003 150x150 - Cobie Smulders em entrevista e ensaio fotográfico para a Sbjct Journal CSBR001 1 150x150 - Cobie Smulders em entrevista e ensaio fotográfico para a Sbjct Journal

Traduzido por: Nathali & Flávia

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